quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O comodismo, ah o comodismo

“Amanhã eu vou acordar mais cedo, amanhã vai ser tudo diferente, vou sorrir, vou ser mais extrovertida, vou enfrentar tudo e todos”. Mas o amanhã parece nunca chegar. E cá estou eu na mesma, sentada no meu fracasso tendo pena de mim, me perguntando até quando? Até quando vou me enganar de que o depois será uma oportunidade melhor de ser quem eu almejo?
Por favor, alguém avise minha desanimada mente que a oportunidade pra fazer acontecer, é agora. Nada de deixar pra ser “mais feliz e realizada” amanhã ou hoje à tarde ou naquela festa ou ainda, depois que encontrar meu emprego dos sonhos. Alguém por favor belisca esse meu comodismo e diz que isso tudo é ilusão, que depois da conquista a felicidade é só um estado da mente, que se preenche e se esvazia em questão de tempo.  

E por falar em tempo, espero que ele dê uma lição nessa minha covardia de enfrentar as coisas, mas ora essa, lá estou eu de novo apostando no amanhã para resolver minhas pendências com a realidade, ah o comodismo.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Thank - you

Enquanto eu sonhava, me desprendia de toda a lembrança angustiante, de todos os amores imperfeitos, da solidão ferrenha que parecia vir acompanhada de um hino fúnebre. Meu bem, enquanto sonhava poderia ver as cores que antes o desgosto cobria como uma película em meus olhos. A música que toca agora é outra, como se alguém soubesse que esta seria a hora de trocar o disco, como se soubesse antes que eu dissesse, aquilo tudo o que eu queria ouvir. Mas quando despertava, não sei se continuava a sonhar, só sei que você, meu bem, permanecia ali. Tão real e eu agradeço a você, por colorir o filme que não é ficção, é minha vida.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Metamorfoseando

Haverá um mundo vasto para conquistar e um mapa em mãos. Parecerá tão fácil explorá-lo. Mas os anos irão se transformar aos poucos em blocos de concreto e pesarão sobre seus ombros. Logo tudo será indecifrável. Sentir não será o bastante. Os planos imaginários serão substituídos pelas molduras da realidade á sua volta. Isolar-se de tudo será uma forma de adoecer aos poucos, porém submeter-se também. Irônico, mas andará lado a lado do que sempre correu, fingirá não ouvir a voz fina e quase indiscernível que ecoará em seu interior. Mas não precisa ser assim.