Tinha
tanto medo de perder a vida
Que o tempo ele perdeu.
Deu importância a coisas superficiais
E das mais simples, esqueceu.
Dizem que o arrependimento vem tarde
Talvez isso seja verdade
Foi então o que aconteceu.
Na ampla sala, a mesa vazia.
Nas paredes retratos, de quem já se foi
A antiga namorada, os pais e o velho avô.
Na estante as cartas, que nunca enviou.
Os dias cinza estampam a janela
Lembranças das tardes desperdiçadas
Com planos movidos pela ambição
Enquanto a vida passava lá fora
Deixou a amada, preferiu a solidão.
Homem solitário, não tente retroceder o
tempo.
Nada irá Pará-lo
Nada irá mudá-lo
A vida é uma constante mudança
Não se permite intervalo.
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