sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Descrevendo...

Meu texto da matéria de Oficina de Redação, o objetivo era descrever um personagem ou lugar de forma subjetiva, saiu isso...haha


O velho banco da Praça
Final da tarde de primavera, me sento no velho banco da praça e por um instante paro para observar o ambiente entristecido e inundado em memórias que está diante de meus olhos.
 Quem observa a monotonia que se encontra o lugar nos dias de hoje, nem imagina que a praça já serviu de cenário para as brincadeiras de tantas crianças que se divertiam no parquinho, e no fim do dia era o ponto de encontro para os velhinhos que jogavam xadrez ou alimentavam os pombos.
O que vejo agora é uma praça deserta, a calçada desgasta pelo tempo já não possui mais as marcas de giz que limitavam as brincadeiras como “amarelinha”.
As árvores com seus troncos velhos e galhos espalhados deixam filtrar pequenos raios de sol, há marcas de nomes registrados nos cascos que abrigam incontáveis histórias de peraltices. Os bancos de madeira e os brinquedos do parquinho de diversão tem sua cor desbotada pelo tempo, pelo sol e pela chuva.
Há pedras no chão organizadas de forma harmoniosa, criando pequenos caminhos no interior da praça.
Só ouço os passarinhos cantarem e ao fundo o barulho dos automóveis, a ausente algazarra e gargalhada das crianças acentua a angústia do lugar.
O que ainda traz sensação de vivacidade são as rosas de uma deslumbrante cor vermelha e a grama verdinha que se estende como um tapete aconchegante até a linha da rua.
Dali em diante só há inúmeros edifícios e construções, envolvidas a uma camada cinzenta e deprimente, que se perde de vista na linha do horizonte.

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