O
velho banco da Praça
Final da tarde de primavera,
me sento no velho banco da praça e por um instante paro para observar o
ambiente entristecido e inundado em memórias que está diante de meus olhos.
Quem observa a monotonia que se encontra o
lugar nos dias de hoje, nem imagina que a praça já serviu de cenário para as
brincadeiras de tantas crianças que se divertiam no parquinho, e no fim do dia
era o ponto de encontro para os velhinhos que jogavam xadrez ou alimentavam os
pombos.
O que vejo agora é uma
praça deserta, a calçada desgasta pelo tempo já não possui mais as marcas de
giz que limitavam as brincadeiras como “amarelinha”.
As árvores com seus
troncos velhos e galhos espalhados deixam filtrar pequenos raios de sol, há marcas
de nomes registrados nos cascos que abrigam incontáveis histórias de peraltices.
Os bancos de madeira e os brinquedos do parquinho de diversão tem sua cor
desbotada pelo tempo, pelo sol e pela chuva.
Há pedras no chão
organizadas de forma harmoniosa, criando pequenos caminhos no interior da
praça.
Só ouço os passarinhos
cantarem e ao fundo o barulho dos automóveis, a ausente algazarra e gargalhada
das crianças acentua a angústia do lugar.
O que ainda traz
sensação de vivacidade são as rosas de uma deslumbrante cor vermelha e a grama
verdinha que se estende como um tapete aconchegante até a linha da rua.
Dali em diante só há
inúmeros edifícios e construções, envolvidas a uma camada cinzenta e
deprimente, que se perde de vista na linha do horizonte.
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