Como manter a calma diante das tantas perguntas e incertezas
relacionadas à vida? Como não pensar nos caminhos e ruas que seguiremos após o
último segundo e último piscar de olhos? E ainda, se terá algum lugar para
continuar depois, e seria este lugar algo como um túnel escuro e interminável?
É tão estranho caminhar e não saber em que momento será dado
o último passo.
Deixar de existir.
Deixar poemas inacabados em alguma gaveta, deixar o cheiro
do seu perfume naquela última blusa que usou, deixar a página marcada de algum
livro que nem terminou de ler. Passar a ser apenas a representação de um rosto
em fotografias, um nome riscado na lista de chamada.
É tão estranho.
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