domingo, 30 de dezembro de 2012

Silêncio


Há quem julgue o silêncio como algo inoportuno. Mas pode ser inconveniente um dos melhores ‘sons’ do mundo?.              O silêncio é uma nuvem branca
                                                  È um perfume difuso.
                 Um sopro que varre o ambiente.
                                                 O silêncio ordena a alma
                               E a mente vazia, preenche.
                                                  O silêncio é habitante do vale vasto e profundo.
Silêncio
Sem lenço, sem documento.
Silêncio
extremamente sonolento.
Silêncio
Vamos ouvir o vento.
Silêncio
só mais um momento.


domingo, 23 de dezembro de 2012

Eu olharei para os desenhos e rabiscos e encontrarei neles uma brecha para o passado. 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Essa tal de vida


Como manter a calma diante das tantas perguntas e incertezas relacionadas à vida? Como não pensar nos caminhos e ruas que seguiremos após o último segundo e último piscar de olhos? E ainda, se terá algum lugar para continuar depois, e seria este lugar algo como um túnel escuro e interminável?
É tão estranho caminhar e não saber em que momento será dado o último passo.
Deixar de existir.
Deixar poemas inacabados em alguma gaveta, deixar o cheiro do seu perfume naquela última blusa que usou, deixar a página marcada de algum livro que nem terminou de ler. Passar a ser apenas a representação de um rosto em fotografias, um nome riscado na lista de chamada.
É tão estranho.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Ela é um arco-iris...

Desenhei enquanto ouvia a lindíssima musica dos Rolling Stones, "She's a rainbow".

sábado, 27 de outubro de 2012

Cansada de olhar para a janela, esperando algo de bom acontecer. Fecho a janela e descubro que o escuro é pior. A escuridão me deprime enquanto a luz do dia me renova. Here comes the sun, little darling. Agora tudo faz sentido.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Descrevendo...

Meu texto da matéria de Oficina de Redação, o objetivo era descrever um personagem ou lugar de forma subjetiva, saiu isso...haha


O velho banco da Praça
Final da tarde de primavera, me sento no velho banco da praça e por um instante paro para observar o ambiente entristecido e inundado em memórias que está diante de meus olhos.
 Quem observa a monotonia que se encontra o lugar nos dias de hoje, nem imagina que a praça já serviu de cenário para as brincadeiras de tantas crianças que se divertiam no parquinho, e no fim do dia era o ponto de encontro para os velhinhos que jogavam xadrez ou alimentavam os pombos.
O que vejo agora é uma praça deserta, a calçada desgasta pelo tempo já não possui mais as marcas de giz que limitavam as brincadeiras como “amarelinha”.
As árvores com seus troncos velhos e galhos espalhados deixam filtrar pequenos raios de sol, há marcas de nomes registrados nos cascos que abrigam incontáveis histórias de peraltices. Os bancos de madeira e os brinquedos do parquinho de diversão tem sua cor desbotada pelo tempo, pelo sol e pela chuva.
Há pedras no chão organizadas de forma harmoniosa, criando pequenos caminhos no interior da praça.
Só ouço os passarinhos cantarem e ao fundo o barulho dos automóveis, a ausente algazarra e gargalhada das crianças acentua a angústia do lugar.
O que ainda traz sensação de vivacidade são as rosas de uma deslumbrante cor vermelha e a grama verdinha que se estende como um tapete aconchegante até a linha da rua.
Dali em diante só há inúmeros edifícios e construções, envolvidas a uma camada cinzenta e deprimente, que se perde de vista na linha do horizonte.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Quase Sem Querer

Mais um pra série "Rabiscando o caderno"...

Tenho andado distraído,
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso,
Só que agora é diferente
                  Quase sem querer - Legião Urbana

domingo, 7 de outubro de 2012

Tão só


Só estou observando
A movimentação
Todos, tão preocupados,
“Será que horas são?”
Figurante de um filme
Drama com ação
Não quero ser protagonista
Levo jeito não.
Onde é que me escondo
Não sei pra onde ir
Cada passo
Um passo a menos
Na hora de fugir.
Peça estranha
Jogo errado
No quebra cabeça
Não acerto nenhum lado
Desajeitada à beça.
Fases da lua passam
Minha fase não
Sento na grama e paro
Será que é tudo em vão?
Tão só, tão só.

sábado, 6 de outubro de 2012

Pé na Estrada


Disse adeus
Partiu sem rumo
Pegou a estrada
Sumiu no mundo.
Aparente imagem
De menino enfadonho
Na mochila levava
Um grande sonho.
Almejava ser livre
Sentir o ápice da vida
Pés no chão
Mente voando
Atitude destemida.
Longos passos
Sentiu na pele
O espírito livre
Que as canções
Descrevem.
Após anos
Resolveu voltar
Mas descobriu
Que a estrada
Era seu lugar.

                         Com uma base do livro On The Road, haha

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Aniversário álbum "Abbey Road"

É incrível pensar que há 43 anos atrás, os Beatles estavam lá, na faixa de pedestre marcante, na Abbey Road fazendo a sessão de fotos para o álbum que viraria uma lenda!
E eu estou muito feliz pelo fato de ter aparecido em uma matéria sobre os 43 anos do Abbey Road, realizado pelo jornal da minha cidade, o Diário do Sudoeste.
Voltando a falar sobre o Abbey Road, como não amá-lo? Não consigo apontar uma canção deste álbum que eu não goste de ouvir. Cada uma me envolve de uma maneira, são musicas que posso ouvir o tempo inteiro sem a capacidade de enjoar.
Falar das obras primas que os Beatles fizeram,sem encher de adjetivos positivos, é meio inevitável e eu sinto imenso orgulho de dizer, sou fã dos Beatles. 

 Meu depoimento

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Nem longe, nem perto


Se encontrá-lo fosse fácil
Como se encontram os ponteiros
Por um minuto, tempo breve.
Os segundos passam correndo.

Se eu pudesse apenas converter
Os insanos sonhos em realidade.
Se bastasse apenas escrever
Para desatar-se da saudade.

O que nem os sábios explicam
Que acontecimento incerto
Querer tanto alguém
Que está, nem longe, nem perto.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Day after day, alone on the Hill

Eu quero ir morar nas montanhas, não quero mais ouvir você dizer “Preciso de sapatos novos para viver”. Como se pudessem levar estas coisas no dia em que tiver que morrer!
Você nem percebe que a lua está linda, perceberia, se ela estivesse à venda. Enquanto isso, fujo para as montanhas, sem que ninguém entenda.
Suas reclamações superficiais me deixam com a alma pesada, vou fugir para as montanhas, porque daqui já estou cansada.

domingo, 2 de setembro de 2012

Apenas gosto...

Apenas gosto
Gosto da solidão,
Que se abriga durante o inverno.
Gosto de um café quente,
Que inspira as palavras no caderno.
Gosto da sensação de liberdade
Vento que bate no rosto
O mesmo vento que traz saudade.
Gosto do silêncio
Silêncio da casa vazia
Janelas abertas, despedindo-se do sol
Silêncio do fim do dia.
Gosto de fugir
Nem que seja através de um desenho
Fugir por aí
Talvez um universo paralelo.

sábado, 25 de agosto de 2012

Reflexão Noturna

Contemplando a paisagem noturna da cidade que agora se inunda no silêncio. Nos fones de ouvido  Time, como trilha sonora para compor este momento de apreço a urbana visão.
Nestas horas os desconexos pensamentos buscam encontrar algum sentido, algumas respostas, novas perguntas. E se o sentido da vida estiver em coisas simples assim, como ouvir a musica que agrada aos seus ouvidos, interpretando com um novo olhar, o que é deixado passar como insignificante. Questionar-se ao olhar o infinito que nesta noite como sequência da lei da natureza, foi tomado pela escuridão. Ver coisas que somente as lentes da mente são capazes de mostrar. Sentir a verdadeira paz interior, o verdadeiro amor pela vida e o desapego as preocupações e as trivialidades humanas. 

sábado, 18 de agosto de 2012

Por fora do mundo, por fora de tudo


Menina tão triste, olhar perdido, um lugar não encontra pra se adaptar. Entre sorrisos falsos, conversas inúteis, em sua companhia está o Nowhere man dos Beatles.
Perdeu o rumo, perdeu a voz? É a unhappy girl da musica do The Doors. Em seu interior se aprisiona do mundo e da realidade esquece, as vezes até se identifica com o solitary man do Johnny Cash.
Dias nublados, mente que se abstrai o tempo correndo, Goodbye blue Sky.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

sábado, 4 de agosto de 2012

Poesia Incoerente

Crise de criatividade
Versos pela metade
Talvez falta de vontade
Quem sabe, quem sabe.

Ideias desviadas
Frases tolas fracassadas
Na memória amontoadas
Não sei de mais nada, nada.

Quando penso não escrevo
Em um minuto logo esqueço
Misturo o fim e o começo.
Em cada sílaba um desapreço

As palavras fogem da mente
Esconderam-se, é evidente.
E dessa fuga insolente
Resta uma poesia incoerente.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Awaiting On You All

O dia cinza muda de cor quando escuto uma canção do George Harrison, mas hoje especialmente esta foi a que revitalizou minha pobre alma, uma letra, uma melodia perfeita, capaz de lhe fazer pensar que sim, as coisas podem melhorar, e a vida pode ser melhor se você mudar sua perspectiva de visão em relação a ela de vez em quando.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Strange world



O mundo é estranho
Para quem vive a refletir
Pessoas se perdem, pessoas partem
Enquanto outras continuam aqui...


quinta-feira, 19 de julho de 2012

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Homem solitário


Tinha tanto medo de perder a vida
Que o tempo ele perdeu.
Deu importância a coisas superficiais
E das mais simples, esqueceu.
Dizem que o arrependimento vem tarde
Talvez isso seja verdade
Foi então o que aconteceu.
Na ampla sala, a mesa vazia.
Nas paredes retratos, de quem já se foi
A antiga namorada, os pais e o velho avô.
Na estante as cartas, que nunca enviou.
Os dias cinza estampam a janela
Lembranças das tardes desperdiçadas
Com planos movidos pela ambição
Enquanto a vida passava lá fora
Deixou a amada, preferiu a solidão.
Homem solitário, não tente retroceder o tempo.
Nada irá Pará-lo
Nada irá mudá-lo
A vida é uma constante mudança
Não se permite intervalo.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Um dia


Um dia quero olhar para trás e por meio das palavras que escrevi quando jovem, quero me transportar a instantes que imortalizei no papel. Um dia quando minha aparência já estiver cansada, quero fechar os olhos e viajar a dimensão do tempo, quando o brilho no olhar era mais intenso, quando tinha medo da vida, quando desconhecia o futuro, quando sonhava, sonhava.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Canção do vento, canção da chuva


Ao soprar o vento, um som ecoa.
Enlaçando-se ao ritmo, da fina garoa.
Um espetáculo despercebido
Já parou para ouvi-lo?

Em meio à tarde tediosa
Digna de atenção
Uma sinfonia harmoniosa
Orquestrada pela natureza
Fez esquecer-me da solidão.

Meia hora, uma hora.
Ora o tempo passou
A chuva amigavelmente
Despediu-se com um raio
E mansamente cessou.

domingo, 8 de abril de 2012

Céu de outono








Quantos sonhos dispersos
Lançados no infinito azul
Olhei para cima, imaginei o futuro
Imaginei o passado
Imaginei quantos planos, quantos anos
E por quantas pessoas, o céu já foi observado.
Este céu de outono ao entardecer
De uma beleza tão solene
Tão fácil de compreender
Uma beleza que se estende todos os dias
De amanhecer a amanhecer.

sábado, 7 de abril de 2012